quinta-feira, 12 de abril de 2018

Assembleia aprova pedido de recuperação judicial da Eternit

O pedido de recuperação judicial da empresa Eternit foi aprovado por unanimidade em assembleia geral extraordinária (AGE) realizada nesta quarta-feira (11). A companhia entrou com pedido de recuperação no dia 20 de março.
Na ocasião, a Eternit informou que o pedido resultou do banimento do amianto e da crise da construção. O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu no fim de novembro a extração, industrialização e comercialização do amianto variedade crisotila, produto largamente utilizado no país na fabricação de telhas e caixas d'água.
Vários estados já proíbem a comercialização deste produto – também conhecido como "asbesto branco" – apontando riscos à saúde de operários que trabalham na produção de materiais que contêm esse tipo de amianto.
Pesaram também os resultados da Companhia Sulamericana de Cerâmica (CSC), joint venture de louças sanitárias na qual a Eternit tem 60% de participação.
Segundo a companhia informou naquele momento, seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) é insuficiente para pagar a dívida financeira, que supera R$ 300 milhões.

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