terça-feira, 18 de setembro de 2018

Sete em cada dez profissionais de saúde já sofreram algum tipo de agressão, mostra pesquisa

O ginecologista obstetra Conrado Ragazini, de 31 anos, tem um lapso curto de memória que data de 3 de janeiro deste ano. Ele se recorda de estar na sala da sua equipe, no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, e ser chamado pelo acompanhante de uma mulher que dera à luz havia poucos dias. O médico, então, esticou a mão para cumprimentá-lo e, depois disso, só se lembra de acordar no chão, sendo socorrido por amigos após ter levado um soco no rosto, que fraturou os ossos da face e o afastou por 30 dias do trabalho.
“O filho do casal nasceu com complicações e precisou ser internado na UTI neonatal. O pai pensava que eu tinha feito algum mal para o filho dele”, contou Ragazini. Como profissional de saúde, ele integra uma estatística que preocupa cada vez mais os conselhos de classe: vítima de agressão física ou verbal. Um levantamento inédito apontou que mais de 70% dos médicos, profissionais de enfermagem e farmacêuticos do Estado de São Paulo já sofreram algum tipo de agressão.
Os dados foram compilados em uma iniciativa conjunta do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), que se uniram para analisar a questão e estão lançando uma campanha contra a violência com os profissionais de saúde.
Para a pesquisa, foram ouvidas 6.832 pessoas e 71,6% afirmaram já ter passado por situação violenta. Segundo o levantamento, o tipo de agressão que mais ocorre é a verbal e os profissionais mais atingidos são da área de enfermagem - 90% afirmaram já ter sofrido. O índice foi de 47% entre os médicos e 89% entre os farmacêuticos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Equipe do Cerest Pinda participa de capacitação para implantação do uso da CIF

Nos dia 12 e 13 de setembro a equipe do Cerest de Pindamonhangaba, representada pela Assistente Social Enilda, pela psicóloga Márcia e pela técnica de segurança do trabalho Samantha, participou do curso intensivo CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade na cidade de Osasco (SP), com o objetivo de ampliar e treinar os conhecimentos desta importante ferramenta nos processos de inclusão, admissão e perícias para fins trabalhistas.
Desde 2001 a CIF ganhou status de classificador de referência de componentes de saúde dentro da família de classificadores, como a OMS e a CID. Trata-se de um modelo biopsicossocial e espiritual multidirecional e multidimensional. Seus códigos servem para codificar as conclusões dos meios  de avaliação gerando dados e indicadores de saúde.
A CIF é um modelo inovador que lança um olhar mais humanitário para a pessoa, que não mais é vista apenas como um portador de doença, mas sim de um ser inserido dentro do contexto sócio cultural familiar laboral, etc, inclusive religioso.
O Cerest tem se empenhado  em capacitar-se para melhorar seu alcance ao trabalhador.


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Órgãos públicos se mobilizam contra assédio sexual no local de trabalho

Uma agressão dentro de um elevador, ameaças de um professor contra uma colega de profissão e um funcionário que assediou ao menos 12 mulheres. Os três casos citados exemplificam denúncias recentes registradas na Corregedoria-Geral da Administração (CGA) do Estado de São Paulo, todas cometidas por servidores públicos.
Um tema mais discutido no âmbito privado, o assédio sexual enquanto crime e infração administrativa começou a ser mais debatido na esfera pública brasileira nos últimos dois anos, com a criação de cursos, campanhas e canais de atendimento a vítimas, trazendo à tona casos que antes não costumavam ser denunciados.
Mesmo com os novos mecanismos, o número de denúncias ainda é pequeno. Na CGA, por exemplo, foi de cinco relatos entre 2012 e 2017 para dez entre março e agosto deste ano, após o lançamento da campanha Trabalho sem Assédio Sexual. Tudo isso dentro de um universo de 640 mil servidores estaduais. Com a mudança, qualquer denúncia de assédio sexual feita na ouvidoria do Estado precisa ser encaminhada à CGA. Das dez denúncias recentes, um funcionário já foi demitido por justa causa e outros dois foram afastados do cargo.
Após a investigação, a Corregedoria envia o caso à entidade de vínculo do funcionário, na qual ele é julgado. Para o corregedor Marco Augusto Porto, coordenador do grupo de trabalho da Corregedoria, a subnotificação é “muito grande”. Dentro desse contexto, as vítimas mais vulneráveis são as que ocupam cargos comissionados ou trabalham em empresas terceirizadas, pois não têm a estabilidade de alguém concursado. Além disso, embora a campanha também aponte para casos mais “sutis”, como palavras de intimidação ou que causam constrangimento, as denúncias registradas são de casos muito “violentos”, segundo Porto.

‘Minha vida virou do avesso’, diz funcionária pública vítima de assédio

Depois de três anos sofrendo assédio sexual, a funcionária administrativa concursada de uma prefeitura paulista decidiu, no ano passado, denunciar o abusador à polícia. O homem só foi afastado em julho deste ano, mas ela não sabe se em razão de sua denúncia ou por outras irregularidades. “Até agora, ninguém me procurou para dar uma satisfação.”
Maria (nome fictício), tem 51 anos e uma filha adolescente. Ela conta que trabalha na repartição pública há dez anos, mas o assédio começou entre 2013 e 2014. “No início era de forma sutil, ele me elogiava, mas depois começou a me convidar para sair. Eu desconversava, mas ele insistia. Foi quando ele começou a me mandar mensagens, dizendo que eu era isso e aquilo e tinha de ser dele, que ele era o meu homem.”

Desgaste
A mulher conta que isso destruiu seu casamento. “Ele me mandava mensagens e fotos pornográficas, insistindo para que saísse com ele. Foi ficando algo doentio, pois ele passava de carro na frente da minha casa e me perseguia. Eu pensei em denunciar à polícia, mas fui desaconselhada por colegas, pois ele ocupava um cargo importante. Só que meu marido viu as mensagens e fotos. Houve desgaste e nos separamos.”
Quando o abusador agarrou outra funcionária no refeitório e ela o denunciou, Maria também criou coragem. Em julho do ano passado, ela procurou a polícia e fez um boletim de ocorrência. “Eu estava com medo que ele me atacasse. Fui ouvida e contei tudo. Só então a prefeitura abriu uma sindicância e fui ouvida pelo secretário. Em julho deste ano, ele (o abusador) acabou afastado da prefeitura, com outros funcionários do departamento, mas não sei se a razão foi minha denúncia.”

Laje de hospital em obras desaba e faz vítimas entre funcionários

Uma pessoa morreu e 6 ficaram feridas com o desabamento de uma laje do último andar do Hospital Sírio-Libanês Rio, na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, Rio de Janeiro, na tarde desta quinta (13).
Segundo informações, a assessoria do hospital disse que não havia pacientes já que a unidade estava desativada e passava por obras.
O hospital pertence a uma empresa que tem entre os donos sócios do Hospital Badim. Em nota, o Badim afirmou que o Sírio Libanês está desativado há 10 anos. As duas primeiras vítimas são funcionários da empresa Skipper Consultoria, que estavam fazendo a limpeza no interior do edifício.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Garimpeiro morre esmagado por pedra de uma tonelada na Região Central de MG

Um homem morreu após ser esmagado por uma pedra de aproximadamente uma tonelada entre Bela Vista de Minas e Nova Era, na Região Central de Minas Gerais, nesta quarta-feira (12).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima estava garimpando em um rio quando a pedra se soltou de uma draga e caiu sobre o homem. A vítima ficou submersa em uma profundidade de cerca de dois metros.
O homem foi identificado sendo Pedro Ribeiro da Silva, de 58 anos, e o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Itabira, também na Região Central de Minas.

Em SP, 7 em cada 10 médicos sofrem agressões, ameaças e xingamentos

A médica obstetra M.S.L testemunha diariamente casos de violência no grande hospital público onde trabalha há 26 anos. Da última vez em foi agredida, saiu arranhada depois de agarrada pelo colarinho. Casos como o dela são mais comuns do que se imagina: sete em cada 10 médicos já sofreram alguma agressão, ameaça ou xingamento em hospitais do estado de São Paulo segundo pesquisa da Associação Paulista de Medicina. "Eu estava no pronto-socorro quando uma mulher queria passar a filha na frente para internação", conta M.S.L, que pede sigilo por medo de represália. "Ela me pegou pelo cangote, me arranhou toda. Chamamos a polícia, que a escoltou de camburão."
O estudo informa que a maioria das agressões é verbal (70%), como xingamentos e ofensas. Ataques físicos correspondem a 15% dos casos, enquanto as ameaças chegam a 12%.

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